Caso Sophia expôs falhas na proteção à infância, e centro prometido ainda não foi construído em MS

  • 30/05/2026
(Foto: Reprodução)
Caso Sophia Três anos após a morte de Sophia Ocampo, de 2 anos e 7 meses, assassinada pela mãe e pelo padrasto em Campo Grande, o Centro Especializado de Atendimento à Criança e ao Adolescente ainda não foi construído. O caso revelou falhas na rede de proteção à infância e causou comoção em Mato Grosso do Sul. 🔎 O g1 MS completa 15 anos neste mês de maio. Para marcar a data, na última semana do mês, o portal relembra a história de Sophia, cuja morte causou forte repercussão em Mato Grosso do Sul. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Atualmente, o projeto do centro especializado está em análise na Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) e passa por ajustes na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Segundo a Sejusp, o centro será construído em frente à Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, em uma área de 5.952 metros quadrados formada por 13 terrenos doados pela União ao Estado em 2024. O investimento previsto é de R$ 10 milhões. A criação da unidade foi um dos compromissos assumidos pelo poder público após a morte da criança. Conselhos tutelares foram ampliados O número de conselhos tutelares da capital também entrou em debate após o caso. A legislação prevê uma unidade para cada 100 mil habitantes. Conforme o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Campo Grande deveria ter nove conselhos tutelares e 45 conselheiros. Em 2023, uma eleição ampliou o número de conselheiros de 25 para 40. No mesmo ano, o município aprovou a criação de três novos conselhos tutelares, totalizando oito unidades. LEIA TAMBÉM: Menina de 2 anos chega morta em UPA e polícia investiga espancamento e possível estupro; mãe e padrasto foram presos Caso Sophia: relembre o caso de menina de dois anos estuprada e morta após ter guarda negada para pai gay Caso Sophia: pais receberão R$ 430 mil após Justiça condenar estado e prefeitura por negligência Caso Sophia Sophia foi atendida mais de 30 vezes na mesma unidade de saúde, sempre com sinais de violência. Em 26 de janeiro de 2023, ela chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Coronel Antonino. Segundo a Polícia Civil, a criança tinha vários hematomas pelo corpo. Stephanie de Jesus Da Silva e Christian Campoçano Leitheim, mãe e padrasto da menina, foram presos. O anúncio da criação do centro especializado foi feito pelo governo em março de 2023. O espaço foi planejado para funcionar junto à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com atendimento 24 horas, em frente à Casa da Mulher Brasileira. No entanto, três anos depois, o terreno continua vazio. Em agosto de 2025, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Videira, afirmou que a obra seria concluída em 2026. Até agora, porém, não há previsão para o início da construção. O g1 entrou em contato com a Sejusp e a Agesul para saber se existe prazo para o início da obra, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Condenação A mãe de Sophia, Stephanie de Jesus, e o padrasto, Christian Campoçano Leitheim, foram condenados a 52 anos de prisão. Christian recebeu pena de 32 anos por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável. Stephanie foi condenada a 20 anos por homicídio qualificado e homicídio doloso por omissão. O júri aceitou todas as teses apresentadas pelo Ministério Público e pela acusação. Sophia OCampo foi morta pela mãe e pelo padrasto, em Campo Grande. Redes sociais/Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/05/30/caso-sophia-expos-falhas-na-protecao-a-infancia-e-centro-prometido-ainda-nao-foi-construido-em-ms.ghtml


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