Hospital afasta técnico suspeito de estuprar paciente internada em UTI após complicações no parto
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Hospital Regional de Mato Grosso do Sul receberá reformas.
Bruno Rezende
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) informou que afastou, nesta segunda-feira (13), o técnico de enfermagem suspeito de estuprar uma paciente, de 27 anos, internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após complicações no pós-parto. A instituição também informou que instaurou uma sindicância para apurar o caso. Leia a nota na íntegra ao fim da reportagem.
A denúncia contra o profissional foi registrada na Polícia Civil. Em nota, a defesa afirmou que confia na inocência do técnico de enfermagem e que está convicta de que, ao fim da apuração, os fatos serão esclarecidos e será demonstrada a inexistência das acusações. A íntegra da manifestação da defesa está disponível ao final da reportagem.
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O crime teria ocorrido na sexta-feira (10) e segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria aplicado dois medicamentos na paciente antes do crime.
Agora no g1
A denúncia foi registrada pela tia da vítima. Ela informou à polícia que a sobrinha está internada há 25 dias após complicações na gravidez e no parto, realizado em 30 de junho.
O g1 entrou em contato com o advogado do suspeito, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A identidade do técnico de enfermagem não foi divulgada.
O caso
De acordo com o boletim de ocorrência, na noite de quinta-feira (9), o suspeito, que é técnico de enfermagem e conhecido da família, deu banho na paciente acompanhado de outra profissional de saúde.
Horas depois, antes da troca de plantão, o suspeito voltou ao quarto e aplicou dois medicamentos em momentos diferentes.
Após a segunda medicação, a paciente relatou que ficou sonolenta. Ao acordar, percebeu que estava sendo estuprada. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito deixou o quarto ao notar que ela havia despertado.
A paciente comunicou o caso a outra técnica de enfermagem, que avisou a enfermeira e a psicóloga do setor.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a profissional de saúde disse que o relato, naquele momento, "não seria suficiente para a abertura de uma apuração interna". Ela afirmou que registraria a denúncia e a encaminharia à administração do hospital.
O que diz o HRMS
"O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) informa que, desde que tomou conhecimento da denúncia, na última sexta-feira (10), o profissional deixou de atuar na assistência aos pacientes. Nesta segunda-feira (13), foi formalizado seu afastamento das atividades.
A instituição instaurou sindicância para apuração rigorosa dos fatos, assegurando ao profissional o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme determina a legislação vigente.
O HRMS vem prestando acolhimento e suporte à paciente e aos seus familiares, oferecendo toda a assistência necessária.
O hospital esclarece ainda que, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), os cuidados assistenciais são realizados rotineiramente por dois profissionais.
O HRMS reafirma seu compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência na apuração dos fatos e o rigor na adoção das medidas administrativas cabíveis, permanecendo à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com as investigações."
O que diz a defesa do técnico
"A defesa informa que o inquérito policial em questão, em razão das circunstâncias fáticas e das disposições legais aplicáveis, tramita sob segredo de justiça, motivo pelo qual não é possível comentar o conteúdo das investigações neste momento.
Esclarece que os fatos ainda estão sendo apurados pela autoridade policial, não havendo, até o presente momento, conclusão definitiva acerca das circunstâncias investigadas.
Informa, ainda, que adotará as medidas processuais cabíveis para requerer vistas aos autos do inquérito policial, a fim de tomar conhecimento da íntegra dos elementos já documentados e compreender, com a devida profundidade, os fatos que são objeto da investigação.
A defesa confia na inocência de seu representado e está convicta de que, ao final da regular apuração, os fatos serão devidamente esclarecidos, onde será demonstrado a inexistência dos fatos fatos apurados.
Por fim, reafirma seu compromisso com a observância do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência, reservando-se o direito de se manifestar oportunamente, após o acesso aos autos e a análise técnica dos elementos constantes do procedimento investigatório."
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