Mapa político de MS: como os partidos se distribuem nas principais cidades em 2026

  • 12/08/2026
(Foto: Reprodução)
Mapa político de MS: como os partidos se distribuem nas principais cidades em 2026 Com os principais colégios eleitorais e polos econômicos de Mato Grosso do Sul sob comando de partidos alinhados ao governador Eduardo Riedel (PP), o mapa político para a disputa pelo governo do Estado em 2026 começa a ganhar forma. Do outro lado, candidatos que fazem oposição ao governo tentam transformar a eleição em uma disputa mais competitiva. Veja o vídeo acima. Cinco das principais cidades do estado são administradas por partidos que apoiam Riedel. Campo Grande é comandada pelo PP; Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas, pelo PSDB. Já Corumbá, administrada pelo PSB, aparece como exceção nesse mapa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp 🔎Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas e Corumbá representam a metade do eleitorado de Mato Grosso do Sul, com 1 milhão de eleitores. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 79 municípios do estado totalizam mais de 2 milhões de eleitores. Para o analista político Adilson Trindade, a presença de aliados de Riedel nos principais municípios amplia a estrutura política disponível ao governador, mas o resultado da eleição dependerá também da capacidade dos candidatos de transformar esse apoio em votos. Atualmente, oito candidatos disputam o governo estadual:e Eduardo Riedel (PP), que tentará a reeleição; Delcídio do Amaral (PRD); Fábio Trad (PT); João Henrique Catan (Novo); Lucien Rezende (PSOL); Daniel Lemes (PCO); Jefferson Bezerra (Agir); Renato Gomes (Democracia Cristã). Base governista domina principais municípios As eleições municipais de 2024 consolidaram o atual desenho político do estado, com as cidades mais estratégicas governadas por aliados a Riedel. Em Dourados, o PSDB retomou protagonismo com a vitória de Marçal Filho. Em Três Lagoas, os tucanos mantiveram uma de suas principais bases. Em Campo Grande, Adriane Lopes garantiu a permanência do PP na prefeitura. Já Corumbá, administrada por Gabriel Alves de Oliveira do PSB, se insere em um cenário dividido entre eleitores alinhados à direita e centro-direita e, à esquerda política. Em 2022, por exemplo, no primeiro turno, o candidato vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas o cenário se inverteu no segundo turno, com Jair Bolsonaro (PL) ficando à frente, segundo consta no TSE. Para o analista político Adilson Trindade, a presença de aliados nos principais municípios pode favorecer o projeto de reeleição do governador. “Sem dúvida nenhuma, o governador Eduardo Riedel sai na frente. Ele tem a máquina na mão, uma forte estrutura partidária e o apoio da maioria dos prefeitos e vereadores do estado”, afirma. Mais da metade do eleitorado de MS está concentrada em cinco municípios Segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os cinco maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul reúnem 51% do eleitorado de todo o estado. Campo Grande sozinha concentra cerca de 31,6% do eleitorado estadual. Ao todo, 2.024.884 pessoas estão aptas a votar neste ano no estado, conforme as informações consolidadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Os números de eleitores nas cinco cidades são: Campo Grande - 640.453 eleitores; Dourados - 166.157 eleitores; Três Lagoas - 88.672 eleitores; Ponta Porã - 70.104 eleitores; Corumbá - 67.794 eleitores. Para Adilson Trindade, o desempenho dos candidatos nesses municípios pode ser decisivo para o resultado. “Campo Grande é o maior colégio eleitoral do estado e Dourados é o segundo. O candidato que conseguir ser mais votado nesses dois municípios larga com uma vantagem muito importante para ganhar a eleição”, avalia. Além dos grandes centros urbanos, Três Lagoas representa o principal polo industrial do interior. Corumbá, por sua vez, possui relevância regional por sua localização estratégica na fronteira e no Pantanal. Fábio Trad busca espaço no campo de oposição Entre os nomes que fazem oposição ao grupo político de Riedel está o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), que tenta se apresentar como alternativa ao projeto de reeleição do governador. Para Adilson Trindade, Fábio Trad chega à disputa com dois ativos eleitorais: o peso do PT, que teve cerca de 40% dos votos válidos para presidente em Mato Grosso do Sul no segundo turno de 2022, e o próprio histórico eleitoral construído durante os mandatos como deputado federal. “O PT quer aproveitar a força da narrativa do Fábio Trad. Ele é advogado, acostumado à tribuna e ao tribunal do júri. A aposta é utilizar essa capacidade de discurso para confrontar a narrativa governista e levar a eleição para o segundo turno”, afirma. Essa combinação, na avaliação de Trindade, pode permitir ao petista ampliar seu eleitorado para além da base tradicional do partido. “O Fábio tem o voto do PT, mas também possui um eleitorado próprio, construído ao longo dos mandatos que exerceu como deputado federal”, avalia. Apesar disso, Trindade observa que Mato Grosso do Sul mantém um histórico conservador. O último governador eleito pelo PT foi Zeca do PT, que venceu as eleições de 1998 e foi reeleito em 2002. Nas últimas eleições para governo, o partido não passou dos 10% dos votos. O desempenho do petista, no entanto, também dependerá da capacidade de ampliar sua votação para além da base tradicional do partido em um estado que, nas últimas eleições presidenciais, deu maioria aos candidatos de direita. Em 2022, Jair Bolsonaro (PL) recebeu cerca de 60% dos votos válidos no segundo turno em Mato Grosso do Sul, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com aproximadamente 40%, segundo dados do TSE. Corumbá aparece como exceção Embora Corumbá seja administrada pelo PSB, a cidade apresenta características diferentes do restante do mapa político estadual, conforme destaca o analista político. Na avaliação de Trindade, o município possui histórico de maior proximidade com partidos de esquerda e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na cidade, a disputa presidencial de 2022 foi equilibrada: Bolsonaro teve 50,53% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,47% de Lula. Segundo ele, a composição política que levou Gabriel Alves de Oliveira à prefeitura envolveu alianças que transcendem as divisões partidárias tradicionais, tornando o comportamento eleitoral local mais complexo do que em outras regiões do estado. Outros candidatos buscam espaço na disputa Além de PT e PP, outras candidaturas buscam ocupar espaço no debate estadual, caso de Lucien Rezende, do PSOL, e João Henrique Catan, do NOVO. Para Trindade, o desafio dessas legendas é ampliar visibilidade e fortalecer seus projetos políticos para além do resultado imediato das urnas. O analista diz que as candidaturas, no entanto, têm pesos políticos e eleitorais diferentes e não formam, neste momento, uma frente única de oposição. “O objetivo desses partidos é marcar presença, ganhar visibilidade e se consolidar politicamente. Muitas vezes, a disputa majoritária também serve para ampliar espaço e fortalecer futuras candidaturas proporcionais”, afirma. Candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: Vej

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/eleicoes/2026/noticia/2026/08/12/mapa-politico-de-ms-como-os-partidos-se-distribuem-nas-principais-cidades-em-2026.ghtml


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