Operação cumpre 19 mandados de prisão contra suspeitos de financiar tráfico de drogas em Goiás e outros dois estados
27/05/2026
(Foto: Reprodução) Operação cumpre mandados em Goiás
Divulgação/Polícia Civil de Goiás
Uma operação da Polícia Civil de Goiás cumpriu, nesta quarta-feira (27), 19 mandados de prisão contra suspeitos de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, 17 das prisões foram realizadas em Quirinópolis, na região sudoeste de Goiás. Ao todo, também são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa com atuação nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Distrito Federal.
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A ação, realizada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Quirinópolis, tem como foco uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e associação com facções criminosas de atuação nacional.
A operação faz parte de uma nova fase da Operação Destroyer, denominada Asfixia, e mira principalmente o núcleo de financiadores do esquema criminoso. De acordo com a investigação, os suspeitos seriam responsáveis por fornecer dinheiro para a compra de drogas e participar diretamente dos lucros obtidos com a traficância.
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Os mandados são cumpridos em Paranaiguara, Uberlândia e Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, a investigação também apura a atuação de intermediadores responsáveis por conectar o capital ilícito à execução dos crimes.
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Fase 1 da operação
Segundo a delegada Camila Simões, na primeira fase da operação, dois suspeitos já haviam sido presos em Campo Grande com 16 kg de cocaína e uma pistola que tinham Quirinópolis como destino. A delegada ressaltou que as investigações começaram após apreensões anteriores que totalizaram cerca de 300 kg de maconha, crack, ecstasy, armas e veículos utilizados pela organização criminosa.
“O volume de entorpecentes movimentado pelo grupo era muito superior ao que foi efetivamente apreendido, com registros de carregamentos frequentes entre 70 kg e 300 kg”, disse.
Segundo a delegada, análises de dados telefônicos revelaram que os investigados mantinham uma estrutura organizada, com diálogos sobre “batismos” de novos membros, compartilhamento de estatutos e definição de funções internas, reforçando o vínculo com uma facção criminosa de atuação nacional.
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