Operação da PF apura esquema de grilagem de propriedades públicas e privadas no Pantanal
07/04/2026
(Foto: Reprodução) Investigação aponta uso de dados falsos para apropriação de terras
Divulgação PF
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Terra Forjada, em Campo Grande, para investigar um possível esquema de fraude envolvendo a inserção de informações falsas em sistemas públicos federais.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam manipulado dados oficiais para simular a posse ou o domínio de áreas rurais. Entre os terrenos envolvidos estão tanto terras públicas quanto propriedades privadas que já têm donos regularizados.
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A apuração também identificou indícios de irregularidades ligadas à chamada “reserva legal” — área que deve ser preservada dentro de propriedades rurais.
De acordo com a Polícia Federal, informações inconsistentes teriam sido inseridas nos sistemas para dar uma falsa aparência de regularidade ambiental.
Ainda conforme a investigação, um dos envolvidos teria incluído dados falsos em cadastros oficiais, utilizando até informações de outro imóvel de forma indevida. Com isso, o grupo teria tentado se apropriar de terras públicas e até sobrepor áreas particulares, o que pode prejudicar os verdadeiros proprietários.
Uma das empresas investigadas já havia sido alvo de outra ação da Polícia Federal, a Operação Terra Nullius, realizada em 2023. Na ocasião, também foram apuradas suspeitas de fraudes em registros de terras, com indícios de grilagem — prática ilegal de ocupar ou vender terras que não pertencem ao ocupante.
A Polícia Federal segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e dimensionar o tamanho do prejuízo causado.
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Operação Pantanal TerraNullius
Operação Pantanal TerraNullius, contra um esquema de grilagem de terras da União no Pantanal sul-mato-grossense.
Os investigados são acusados de fraudes na emissão e comercialização de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) – o Títulos de Cota de Reserva Ambiental Estadual (TCRAE). Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em condomínios de alto padrão, em Campo Grande e um em Rio Brilhante.
A justiça também determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores que podem superar R$ 3 milhões.
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