Tatuagem, piercing e gripe: confira as novas regras para doar sangue

  • 25/08/2026
(Foto: Reprodução)
Hemosul faz apelo por doadores. Divulgação/Hemosul Quem pretende doar sangue em Mato Grosso do Sul deve ficar atento às novas regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde. As mudanças previstas em uma nova portaria já estão sendo implantadas em duas etapas pela Rede Hemosul. Segundo a coordenadora da Rede Hemosul de Mato Grosso do Sul, Marina Sawada Torres, cerca de 60% das novas regras já estão sendo consideradas no estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A primeira etapa, que já está em aplicação, reúne a maior parte das mudanças previstas na nova regulamentação. A segunda etapa, que envolve principalmente critérios relacionados ao uso de medicamentos e à realização de cirurgias, deverá ser implantada até 30 de setembro. “Então, nessa primeira etapa, a maioria das regras dessa nova portaria serão implantadas. Nessa segunda etapa, será a parte de medicamentos e cirurgias, no máximo até dia 30 de setembro”, explicou Marina. O que muda para quem quer doar sangue? Entre as principais alterações está a redução do período de inaptidão temporária para pessoas que fizeram tatuagem ou colocaram piercing. Antes, nesses casos, o período de espera era um ano. Com as novas regras, a espera pode variar de sete dias a quatro meses, dependendo das condições em que o procedimento foi realizado e da possibilidade de comprovação da segurança sanitária do estabelecimento. Segundo Marina, se o doador conseguir comprovar que o procedimento foi realizado em um estabelecimento que atende às normas sanitárias, o período de espera é menor. Agora no g1 A comprovação pode ser feita por meio do registro sanitário do estabelecimento onde a tatuagem ou o piercing foi realizado. “Se ele não conseguir comprovar esse procedimento, então ele passa para quatro meses. Mas, de qualquer forma, ele reduziu muito a inaptidão temporária, de um ano para quatro meses”, explicou. No caso de piercing oral ou genital, o dispositivo precisa ser retirado. Depois da retirada, é necessário cumprir o período de quatro meses de inaptidão temporária. Outras mudanças Outra mudança importante envolve pessoas que tiveram gripe. Anteriormente, o período de espera após a recuperação era de 30 dias. Com a nova regra, o prazo passa para três dias, desde que a pessoa esteja recuperada e não tenha apresentado febre. Os períodos de espera relacionados a procedimentos odontológicos também foram reduzidos. De acordo com a coordenadora do Hemosul, dependendo do tipo de procedimento realizado, a inaptidão temporária pode variar de três a sete dias. O prazo, no entanto, depende do procedimento realizado e das condições clínicas do doador. Também houve mudança no período de espera para pessoas que passaram por determinados procedimentos médicos. Segundo a coordenadora do Hemosul, o período relacionado à realização de endoscopia e colonoscopia passa a ser de quatro meses, enquanto anteriormente era de seis meses. Doenças sexualmente transmissíveis Outra alteração envolve situações relacionadas a doenças sexualmente transmissíveis. Segundo o Hemosul, alguns períodos de inaptidão que anteriormente poderiam ser definitivos passam a ser de quatro meses, dependendo da situação avaliada na triagem clínica. A mudança também alcança determinadas situações de contato que anteriormente poderiam levar à inaptidão definitiva. Quem tem mais de 70 anos também poderá doar A nova regulamentação também altera os critérios relacionados à idade. Anteriormente, pessoas que já eram doadoras podiam continuar doando até os 70 anos. Com a nova regra, pessoas com mais de 70 anos poderão voltar a doar após avaliação clínica, conforme os critérios estabelecidos para a triagem. A liberação não é automática e cada caso será avaliado pela equipe responsável pela triagem antes da doação. Quem morou na Europa poderá voltar a doar Anteriormente, quem havia permanecido na Europa por mais de cinco anos poderia ser considerado inapto definitivamente para doar sangue, devido ao risco relacionado à variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, associada à chamada “doença da vaca louca”. Com a nova regulamentação, a situação deixa de ser automaticamente uma inaptidão definitiva. A possibilidade de doação passa a ser avaliada individualmente durante a triagem clínica, considerando também outros critérios previstos na legislação, incluindo histórico de uso de determinados medicamentos de origem bovina. Comportamento de risco O período de inaptidão temporária relacionado a situações classificadas como comportamento de risco também foi reduzido. Segundo o Hemosul, o prazo, que anteriormente era de um ano, passa para quatro meses. A avaliação continua sendo feita individualmente durante a triagem clínica. Estoques de sangue Apesar de uma campanha realizada na semana passada ter ajudado a melhorar os estoques da Rede Hemosul, as reservas de sangue dos tipos O positivo e O negativo ainda estão abaixo do nível considerado necessário para atender à demanda. A situação exige atenção porque a demanda por sangue é constante e alguns componentes têm validade curta. “As plaquetas têm validade de cinco dias, então todos os tipos sanguíneos são bem-vindos à doação”, destacou Marina. A expectativa da Rede Hemosul é que a flexibilização de alguns critérios de inaptidão temporária permita ampliar o número de pessoas aptas a doar sangue em Mato Grosso do Sul. “Com a flexibilização de algumas regras de inaptidão temporária, nós acreditamos que isso vai possibilitar um maior número de doações de sangue aqui”, afirmou a coordenadora. Apesar das mudanças, a liberação para doar continua dependendo da triagem clínica realizada no momento da doação. O candidato deve informar corretamente seu histórico de saúde, procedimentos realizados, uso de medicamentos e demais situações questionadas pela equipe. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/25/tatuagem-piercing-e-gripe-confira-as-novas-regras-para-doar-sangue.ghtml


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